segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Não é carência

Não é carência nem indecência essa minha vontade de amar. É a busca pela eterna magia da poesia. Alegria de te achar, mesmo onde você não está.

Fragilidade, que nada! É furar a onda, de cara lavada, investir na ronda, na foda, está sempre na moda, se apaixonar.

Senão pra que a vida, fudida? Senão fantasiosa, aconchegante, no colo de um amante, que nos faz ser mulher.

Não quero ser apenas mãe, namorada, esposa. Quero ser a puta na cama. Aquela que você derrama com pressa e sofreguidão. Aquela que sente o peso e a força de tua mão.

Não é carência nem indecência essa minha vontade de amar. É a busca pela eterna magia da poesia. Alegria de te achar, mesmo onde você não está.

3 comentários:

Debora Pucci disse...

Mari, amo os seus textos. Ainda mais suas poesias! Voce é fantástica :)

Aline disse...

Ainda bem que a poesia está tanto no amor como nos chinelos, como nos lembra o sábio Manuel Bandeira. Beijos.

Ricardo Augusto disse...

Muito bom. Nunca se limite ao seu papel na sociedade ou no que esperam de você. Viva, apesar de qualquer coisa ruim que possa vir disso. Só a morte é segura: a vida é incerteza!