sábado, 1 de novembro de 2008

Xô prisão de ventre! (artigo)

Outro dia li na Veja Rio uma frase muito interessante sobre o publicitário Nizan Guanaes. Que ele não fala mal de ninguém porque acredita que a energia negativa sempre volta para quem desperdiça seu tempo falando mal de uma pessoa qualquer. A princípio, achei aquilo bastante congruente. Também acredito que não é preciso nem falar, basta pensar. Ter pensamentos negativos sobre quem quer que seja faz mal e ponto final. Prejudica a própria pessoa que está pensando. Então eu pensei: como adoraria ter a capacidade de nunca falar mal de ninguém! Nunca pensar mal de ninguém... Será que isso é possível? Nesse momento, lembrei de conhecidos meus que não falam mal de quase ninguém... Os invejei. Sinceramente, os invejei. Depois, rapidamente parei de invejá-los. Claro! Esses tais amigos são pessoas delicadas, ponderadas, sensatas e discretas, no entanto, quando explodem, parecem que vão destruir tudo o que vêem pela frente. Foi aí que concluí: eles podem até não falar mal de ninguém, mas que eles pensam, pensam. Se pensam! Invariavelmente sentem raiva e deixam sua paz interna ser afetada por sentimentos ruins em relação a pessoas que os fazem mal. Eles são seres humanos, ora bolas!

E foi exatamente nesse momento que cheguei a uma importante conclusão: quem tenta negar o tal sentimento negativo e não joga ele pra fora acaba levando aquela energia pra dentro. Lá dentro, a maldita se junta a outros pensamentos ruins, depois a mais outros e, de repente, das duas, uma: ou a pessoa explode quando cai aquela gotinha d'água e com isso faz uma besteira, ou a pessoa somatiza tudo e desenvolve uma doença. E, após chegar a essa conclusão, me veio uma idéia pra lá de nojenta, mas que funciona como uma perfeita metáfora. Sabe aquela dor de barriga que te faz ir correndo para o banheiro? E aquela vontade de esvaziar a bexiga que chega a doer? Nojentas ou não, são coisas inevitáveis. Todo mundo tem. Quem é que não sente um prazer e um alívio danados quando essas coisas saem do próprio corpo? Eu pelo menos adoro. Odeio prisão de ventre. Por isso, quando alguém disser que eu não posso falar mal de alguém que me fez mal, que eu sou fraca por me deixar afetar, que tenho que ser blasé, etc etc, responderei com apenas uma só frase. Prefiro ter diarréia do que viver barriguda com prisão de ventre! Se é que vocês me entendem...

Um comentário:

alexandre disse...

Não pensar mal de ninguém é possível, tenho certeza. Mas é raríssimo.

Será que doentes mentais pensam mal de alguém?